JUSTIFICATIVA
Que a língua varia, muda, sofre influências, se transforma, tudo isso nós já sabemos porque somos usuários dessa língua, e como usuários da língua, nós nos utilizamos de todos os recursos lingüísticos quer seja explícita ou implicitamente para expressar o pensamento, estabelecer um ato comunicativo ou estabelecer uma interação entre interlocutores. Se levarmos em conta esta última, de acordo com Koch (2006, p.26 )
Que a língua varia, muda, sofre influências, se transforma, tudo isso nós já sabemos porque somos usuários dessa língua, e como usuários da língua, nós nos utilizamos de todos os recursos lingüísticos quer seja explícita ou implicitamente para expressar o pensamento, estabelecer um ato comunicativo ou estabelecer uma interação entre interlocutores. Se levarmos em conta esta última, de acordo com Koch (2006, p.26 )
“ os sujeitos são vistos como autores/construtores sociais, sujeitos ativos que-dialogicamente-se constroem e são construídos no texto [...] desse modo, há um lugar no texto para toda uma gama de implícitos, dos mais variados tipos, somente detectáveis quando se tem como pano de fundo, o contexto sociocognitivo dos participantes da interação”.
E é justamente este o foco de nossa análise, essa “gama de implícitos”, a pressuposição, que é construída no texto, e que não depende apenas do texto para ter sentido, mas dos interlocutores. Daí surgiu a necessidade de realizar este trabalho de, principalmente nós, professores de língua, enxergarmos esse gênero textual, o programa humorístico, não apenas como mera piada, programa de humor ou coisa do gênero, mas de percebermos o quanto de implícitos e pressupostos podemos evidenciar num discurso como este.
Implícitos e pressupostos que são usados intencionalmente pelos “autores” para denunciar, criticar e fazer com que, de maneira irônica o leitor ( telespectador ) perceba essa intenção, da denúncia, da crítica, e em interação com o texto construa o sentido pretendido pelo discurso, fazendo assim, desse gênero, uma ferramenta nas aulas de língua, para que possamos, com o uso desse suporte ajudar na construção do senso crítico de nossos alunos, dentro de uma construção semântico-pragmática, atingindo com isso, um dos objetivos do ensino de língua descrito no Parâmetro Curricular Nacional de Língua Portuguesa.
Esse é apenas a justificativa da minha monografia da pós-graduação intitulada de : "Implícitos no Discurso Humorístico de Casseta e Planeta: uma análise semântico-pragmática". Em breve toda a monografia estará disponível para os leitores.
bem superpragmatico isso aí rui,´voce é mesmo um caçador de sentidos! como diz dascal em modelos de interpretaçao. parabens.
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